segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Perífrase de Ser


Que perífrase de ser é este....
Como é possível tanta incoerência e beleza causarem tanta confusão.  Esta paz ensurdecedora que destrói tantos pensamentos e me põe sem poder deixar de pensar. Esta mente ingénua e crua da qual tão ser inteligente faz parte... Lua preta e sol branco que me poem sem poder olhar, que me poem apenas a ver quem não quero ver.
Há quem não saiba dizer a verdade,  há quem veja apenas o que não devia ver, há quem veja não ver o que realmente devia ver. É isso, existem seres que não são nada. Como é isto de sentir tão enorme sensação a que chamam sentimento em que nenhuma criação mental me leva para nenhum lugar. Este iludir de visões e audições que tanto me fascinam e tanto me destroem a cada minuto de fascínio. Esta repugnante realidade a que chamam sobreviver onde nem sequer podemos realmente viver. Que ser que nada parecer ser e tudo não parece destruir. Maquiavélica personagem de onde ninguém é dono e todos parecem dominar.

domingo, 25 de novembro de 2012

Pois mal


É o não ser da questão que pode ser ou não... É a verdade absoluta de uma mentira inconstante e baça. Criações estéticas abstratas que nada representam e tudo querem dizer, em que tudo o que nada está representado desaparece sem sequer ter estado presente.  É o emergir de impulsos e montanhas, vales bem profundos em que acabamos por cair e sem que doa choramos sem razão aparentemente normal. O sentir da terra áspera depois de uma tempestade. Os veios de onde toda a humidade saiu e não está mais presente, onde agora míseros parasitas os habitam e nenhuma outra coisa existe. Pois mal.